5ª Feira de negócios FACAMP na mídia

Feira é ‘teste de empreendedorismo’

Alunos da Facamp desenvolvem projetos e os submetem à apreciação de público e especialistas
Correio Popular - 12/11/2010

Luciana Brunca
DA AGENCIA ANHANGUERA
luciana.brunca@rac.com.br

Realizada pelo quinto ano consecutivo, a Feira de Negócios da Faculdade de Campinas (Facamp) mostra a “veia” empreendedora dos alunos que cursam o último ano de administração de empresas. Vinte e quatro projetos foram apresentados ontem para investidores, empresários, professores, alunos e o público em geral. Os trabalhos foram desenvolvidos ao longo do ano e mostram desde a criação até a distribuição do produto, com cálculos da linha de produção, gastos, investimento inicial e projeção de lucro. O coordenador do curso de administração de empresas da Facamp, Nivaldo Pilão, disse que a feira é a materialização dos projetos desenvolvidos pelos alunos. “É a oportunidade de testarem o projeto no mercado. Além disso, eles mostram todas as habilidades desenvolvidas durante o curso. A cada ano a feira vem ganhando mais corpo e espaço”, afirmou.

Os projetos dos alunos são inovadores e trazem ideias para mudar ou reestruturar o mercado que já existe e atendem a todos os setores. A urna funerária de fibra celulósica (papelão) é uma alternativa aos caixões de madeira. O investimento inicial, com duas plantas de produção, é de R$ 819 mil, segundo estudos dos alunos. A vantagem, de acordo com Bruno Dallacqua Balestrero — que integra o grupo de quatro estudantes que desenvolveu o projeto —, é o fato de o produto ser totalmente ecológico, com alças de plástico biodegradável e tinta é ecossolúvel. “Esse caixão se decompõe em, no máximo cinco anos, enquanto o de madeira leva 65 anos. Ele também não gera resíduos, enquanto os de madeira geram resíduos que contaminam o solo e o lençol freático”, disse.

O caixão de papelão tem capacidade para suportar 150 quilos parado e 300 quilos em movimento. O custo de produção das urnas é 60% menor do que as tradicionais. “Atualmente, um caixão de madeira padrão é vendido por R$ 200,00. O nosso sai por R$ 130,00”, disse. A pesquisa dos alunos mostra que no primeiro ano é possível produzir 17 mil urnas e, com isso, abocanhar 1% do mercado de funerárias do Brasil.

Um outro projeto inovador apresentado na feira é o centro automotivo exclusivo para mulheres. O objetivo é oferecer serviços rápidos e básicos como alinhamento, balanceamento e troca de óleo, entre outros. A ideia, segundo a estudante Ana Elisa de Almeida, que faz parte do grupo de seis pessoas que idealizou o projeto, é de ter uma oficina totalmente operada por mulheres. “Atualmente, esses ambientes são cheios de homens, sujos e até desconfortáveis. É até constrangedor para uma mulher ir a uma oficina mecânica”, disse.

No centro automotivo a limpeza seria uma das prioridades. Além disso, teria uma sala de espera confortável, mesa de café, internet e um serviço que leva e traz o veículo para facilitar ainda mais a vida das mulheres. O investimento inicial, tendo em vista um local com capacidade para atender 69 carros por dia, em cinco boxes, é de R$ 382 mil. “A aceitação no mercado foi de 85% entre as mulheres. Além disso, as escolas que oferecem curso de mecânica automobilística informaram que 15% dos alunos são mulheres. Existe mercado e mão de obra capacitada”, disse a estudante.

Botijão

Um botijão de gás produzido de fibra de vidro, reforçado com vinil extra e que não explode. Essas são algumas das vantagens do projeto apresentado por um grupo de cinco alunos, desenvolvido com base em um produto que já é utilizado há nove anos na Europa. De acordo com o estudante Wilham Guerreiro, como a fibra de vidro é translúcida, o consumidor pode ver a quantidade de gás dentro do botijão.

“Ele é mais leve que o de aço e a durabilidade é maior. Além disso, é amigo do meio ambiente”, disse. O botijão pode ser produzido em diferentes tamanhos: cinco, oito, dez, 13, 45 e 90 quilos. “A recarga custaria o mesmo valor que é cobrado hoje, cerca de R$ 45,00”, disse Guerreiro. O investimento inicial é de R$ 6 milhões.

Cinco melhores propostas vão concorrer a prêmio

Após a apresentação dos projetos na feira, os alunos têm um prazo de cinco dias para fazer alguma modificação que acharem necessária. Os projetos serão avaliados por uma banca interna formada por professores, coordenadores e diretores da faculdade. “Serão selecionados os cinco melhores projetos, que vão concorrer ao 3 Prêmio Facamp/Master Minds de Empreendedorismo. Os alunos vão apresentar os seus projetos para uma banca externa”, afirma o coordenador do curso de administração de empresas da Facamp, Nivaldo Pilão. O júri é formado por empresários, executivos e jornalistas. O vencedor será conhecido no próximo dia 30. No ano passado, o projeto “Oui Hotel Spa”, voltado para o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) foi o vencedor, e rendeu aos alunos uma viagem de estudos à Argentina. (LB/AAN)


Feira da Facamp reúne criatividade e bons negócios

Evento reúne 24 projetos de alunos do quarto ano do curso de Administração de Empresas da instituição
11/11/2010 - 13:56
Regina Santomauro - EPTV.com

Uma empresa que produz urnas funerárias de fibra celulósica (papelão), uma fazenda para produção de alga carregena, utilizada pelas indústrias de alimentos, cosméticos e farmacêutica, e um botijão de gás de fibra são alguns dos projetos apresentados durante a 5ª Feira de Negócios da Facamp, nesta quinta-feira (11), em Campinas.

A feira reúne 24 projetos de alunos do quarto ano do curso de Administração de Empresas da instituição, que são apresentados a investidores, empresários, professores, caçadores de talentos, estudantes e familiares dos estudantes.

Os projetos de produção dos produtos, serviços e negócios apresentados na mostra, desde a criação até o sistema de distribuição, passando pela da linha de produção e logística, são desenvolvidos pelos alunos, com a supervisão dos professores.

Confira a galeria de fotos

O professor Nivaldo Pilão, coordenador do curso de Administração de Empresas da Facamp, explica que a feira é a “forma de materialização do projeto desenvolvido pelos alunos”.

Os cinco melhores trabalhos, que serão escolhidos por um júri formado por três empresários, um executivo e um jornalista, receberão o Prêmio Facamp-Master Minds de Empreendedorismo.

Este ano também será premiado o aluno-empreendedor, que ganhará como prêmio uma viagem aos Estados Unidos, para conhecer os bastidores da Disney.

Os projetos são dirigidos a vários setores, como a Moradia de PVC destinada à população de baixa renda de cidades litorâneas, o Plano de Saúde Animal, a Comunidade Web de Futebol, e o Residencial para Idosos, entre outroos.

Os premiados serão conhecidos em 30 de novembro.

Inovação

O botijão produzido em fibra de vidro, apresentado durante a Feira de Negócios da Facamp, é uma alternativa ao botijão de aço. As vantagens, explica o estudante Wilham Guerreiro, são o custo zero para o consumidor, o peso, quase 10 quilos menor que o botijão de aço, a durabilidade, que chega a 40 anos, a aparência translúcida, que permite acompanhar a quantidade de gás no recipiente, e a segurança, uma vez que não há risco de explosão, entre outras.

Guerreiro integra o grupo de cinco alunos que desenvolveu o projeto para produção do botijão de fibra, com peso de 13 quilos, como o botijão comum de cozinha. O produto, que segundo o estudante aguarda liberação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), já tem investidores interessados em colocá-lo no mercado.

A produção da urna feita de papelão começou com uma extensa pesquisa, que concluiu que, já no primeiro ano de produção, é possível abocanhar, no primeiro ano, pelo menos 1% do mercado que movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano, explica o estudante Bruno Balestrero, que desenvolveu o projeto com outros três colegas do curso de Administração. A produção inicial, em 2011, deve ultrapassar as 17 mil unidades.

A urna, já utilizada em alguns países da Europa e da Ásia, é totalmente sustentável: o caixão, feito com placas de papelão, as alças, de plástico biodegradável, e a tinta ecossolúvel, se decompõem em cinco anos, enquanto as tradicionais, de madeira, demoram, em média, 65 anos.

Outra vantagem, segundo Balestrero, é o custo de produção das urnas, 60% menor que as atuais. O projeto para produção das urnas, que incluem a instalação de duas plantas - Leme (SP) e Maracanaú (CE) - tem custo total estimado em R$ 820 mil.

A KappaBrasil desenvolveu o projeto para produção da alga carragena, que terá início em uma fazenda marinha em Caraguatatuba, no litoral sul de São Paulo. Atualmente, 90% da carragena, utilizada como estabilizante e emulsificante pelas indústrias de alimentos, cosméticos e farmacêutica no Brasil são importados, segundo o estudante Thiago Jurt.

O projeto da KappaBrasil prevê a capacitação de moradores de comunidades litorâneas para trabalhar na produção da carragena.